segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Stan Lee - Biografia




Stan Lee (nascido Stanley Martin Lieber em 28 de Dezembro de 1921) é um escritor e editor Americano, foi o Diretor Emérito da Marvel Comics, e memorialista. Apesar de não estar mais oficialmente ligado à empresa, a não ser pelo título de “Direto Emérito”, Stan Lee continua sendo um rosto comum na indústria. Com a ajuda de vários artistas co-criadores, especialmente Jack Kirby e Steve Ditko, ele co-criou Spider-Man, Fantastic Four, X-Men, Hulk, Thor, Iron Man, Daredevil, Doctor Strange, e vários outros personagens, introduzindo personagens complexos e um meticuloso universo aos super heróis em quadrinhos. Ele subseqüentemente levou à expansão da Marvel Comics de pequena editora à grande corporação multimídia.

Lee nasceu na Cidade de Nova Iorque, no apartamento de seus pais, imigrantes judeus nascidos na Romênia, Célia Solomon e Jack Lieber. Seu pai, alfaiate, trabalhava esporadicamente após a Grande Depressão, e a família se mudou para um bairro mais barato de Manhattan, em Washington Heights. Quando Lee tinha nove anos, seu único irmão, Larry Lieber, nasceu. Lee frequentou a escola DeWitt Clinton High School, no Bronx, para onde sua família se mudou depois. Um leitor voraz que gostava de escrever quando adolescente Lee trabalhou meio-período escrevendo obituários para um serviço de notícias e resumos de notícias para o Centro Nacional de Tuberculose, entregava sanduíches para a farmácia Jack May em escritórios do Rockfeller Center; trabalhando como Office boy para o jornal New York Herald Tribune. Ele se formou no ginásio aos 16 anos, em 1939, e se juntou ao Projeto Federal de Teatro WPA.

Com a ajuda de seu tio, Robbie Solomon, cunhado do editor de quadrinhos de uma revista, Martin Goodman, Lee se tornou assistente na nova divisão da empresa de Goodman, o Timely Comics. Que eventualmente, na década de 60, se tornaria a Marvel Comics. Lee, cuja prima era casada com Goodman, foi formalmente contratado pelo editor da Timely, Joe Simon. O primeiro trabalho publicado do jovem Stanley Lieber, foram os diálogos da estória “Capitão América frustra a vingança do traidor” na revista do Capitão América #3 (Maio de 1941), usando o pseudônimo “Stan Lee”, que anos mais tarde ele adotaria como seu nome legal. Lee explica mais tarde em sua autobiografia e em numerosas outras fontes que ele pretendia guardar seu nome de família para trabalhos mais literários. Essa estória inicial também apresentava a marca registrada do Capitão América, o escudo ricocheteante, que imediatamente se tornou uma das características do personagem.

Ele se graduou de escritor de diálogos para escritor de toda a estória em quadrinhos com a estória “Caçador de Notícias, Correspondente Internacional”, duas edições mais tarde. O primeiro super herói co-criado de Lee foi o Destroyer, no Mystic Comics #6 (Agosto de 1941). Outros personagens que ele criou durante esse período, que os fãs e historiadores chamam de Era Dourada dos quadrinhos, incluem Jack Frost, estreiando no USA Comics #1 (Agosto de 1941), e Father Time, estreiando no Captain America Comics #6 (Agosto de 1941). Quando Simon e seu parceiro na criação, Jack Kirby deixaram a empresa no final de 1941, após uma disputa com Goodman, o diretor nomeou Lee, com menos de 19 anos, como editor interino. O jovem mostrou aptidão para os negócios o que o levou a permanecer como editor-chefe da divisão de quadrinhos, bem como diretor de arte por um grande período, ate 1972, quando ele sucederia Goodman como diretor.

Lee serviu no exército Americano no início de 1942, onde também escrevia manuais, filmes de treinamento, slogans, e ocasionalmente quadrinhos. Sua classificação militar, ele diz, foi “dramaturgo”; ele adiciona que somente nove homens no Exército Americano receberam esse título. Vincent Fago, editor da seção “quadrinhos de animação” da Timely, que colocava humor e animais engraçados, o substituiu, ate o retorno de Lee do serviço militar na Segunda Guerra Mundial em 1945.

Na metade da década de 50, quando a empresa era conhecida como Atlas Comics, uma campanha intitulada “campanha decente” liderada pelo psiquiatra Dr. Fredric Wertham e o Senador Estes Kefauver, culparam os quadrinhos de corromper os jovens leitores com imagens de violência e sexualidade. As empresas de histórias em quadrinhos responderam através da implementação de regulamentos internos severos, e eventualmente adotaram o rigoroso Código de Quadrinhos. Durante este período, Lee escreveu para vários gêneros incluindo Romance, Velho Oeste, Humor, Ficção Científica, Horror e Suspense. No final da década, Lee, agora morando com sua família em Hewlett Harbor, Nova Iorque, em Long Island, estava insatisfeito com sua carreira e considerava largar o campo da história em quadrinhos.

No final dos anos 50, o editor da DC Comics, Julius Schwartz, renasceu o gênero super herói e experimentou um sucesso significante com sua versão atualizada do Flash, e posteriormente com a super equipe da Liga da Justiça. Em resposta, o diretor Martin Goodman designou Lee a criar uma equipe de super heróis. A esposa de Lee sugeriu que Lee experimentasse com as estórias que ele gostava, já que ele estava pensando em trocar de carreira e não tinha nada a perder. Jack Kirby também sugeriu que ele criasse heróis com defeitos, alguns cujos super poderes não permitissem que eles superassem problemas pessoais como relacionamentos e dinheiro. Lee seguiu este conselho, dando aos super heróis uma humanidade falha, uma mudança no arquétipo ideal que era normalmente escrito para pré-adolescentes. Seus heróis poderiam ter mau humor, melancolia, vaidade, cobiça, etc. Disputavam entre si, se preocupavam em pagar suas contas e impressionar namoradas, e até mesmo doentes fisicamente. Antes dele, a maioria dos super heróis eram pessoas idealmente perfeitas sem problemas sérios: Superman era tão poderoso que ninguém podia machucá-lo, e Batman era um bilionário com uma identidade secreta. Os super heróis de Lee capturaram a imaginação de adolescentes e adultos que eram parte da população conhecida como resultado da Segunda Guerra Mundial. As vendas estouraram e Lee percebeu que ainda havia sentido e sucesso na carreira, no fim das contas.

O primeiro grupo de super heróis de Lee e do artista Jack Kirby foi a família do Fantastic Four. Sua popularidade imediata levou Lee e os ilustradores da Marvel a produzir um grande número de novos títulos. Com Kirby, Lee criou o Incrível Hulk, o Homem de Ferro, o Podereoso Thor e os X-Men; com Bill Everett, Daredevil; e com Steve Ditko, Doctor Strange e o personagem mais bem sucedido da Marvel, Spider-Man. Ele também recebe créditos com Kirby na criação do Surfista Prateado. A revolução que Stan Lee promoveu na Marvel foi além dos personagens e estórias indo para o modo como os quadrinhos engajavam os leitores e criaram um senso de comunidade entre fãs e criadores. Lee introduziu a prática da inclusão do painel de créditos na página inicial de cada estória, dando nome não só ao escritor e desenhista, mas também ao artista da pintura e diagramação. Notícias a respeito dos membros da equipe Marvel e estórias a serem lançadas eram apresentadas no jornal externo da empresa, que (como todas as outras colunas que apareciam em cada título) era escrita como uma conversa entre amigos.
Durante os anos 60, Lee escreveu, foi diretor de arte, e editou a maioria das séries da Marvel; controlava as páginas das cartas no jornal; escrevia uma coluna mensal chamada “Stan Soapbox”; e escrevia artigos promocionais, normalmente assinando com sua frase registrada, “Excelsior!” (que também é o lema do estado de Nova Iorque). Para manter sua quantidade de metas de trabalho e ainda assim alcançá-las, ele usou um sistema que havia sido utilizado anteriormente por vários estúdios de quadrinhos, mas devido ao sucesso de Lee em usá-lo, se tornou conhecido como o “Método Marvel” ou “Estilo Marvel” de criação de quadrinhos. Normalmente, Lee faria um brandstorm de uma estória com o artista e então prepararia uma breve sinopse ao invés de redigir todo o script. Baseado na sinopse, o artista preencheria o número de páginas designadas, determinando e desenhando o painel de toda a estória. Depois o artista fazia as páginas desenhadas, e Lee escrevia os balões e legendas, e então supervisionava a diagramação e pintura. Para tanto, os artistas eram colaboradores no roteiro, cuja colaboração resultava em rascunhos que Lee trabalhava em cima.

Devido a esse sistema, a divisão exata dos créditos nos quadrinhos de Lee era disputada, especialmente nos casos de quadrinhos desenhados por Kirby e Ditko. Apesar de Lee sempre elogiar o trabalho dos artistas da Marvel, alguns historiadores argumentam que a contribuição deles foi maior do que consta nos créditos. A disputa com Ditko sobre Spider-Man era algumas vezes amarga, apesar dele e Lee serem formalmente creditados como co-criadores nos filmes recentes do Spider-Man. Em 1971, Lee reformou indiretamente o Código dos Quadrinhos. O Ministério de Saúde, Educação e Assistência Social pediu a Lee para escrever uma estória sobre o perigo das drogas e Lee escreveu uma estória em que o melhor amigo do Spider-Man se torna viciado em drogas. A estória em três partes estava planejada para publicação nos números 96 a 98 do Amazing Spider-Man, mas a Autoridade do Código dos Quadrinhos a recusou porque mostrava o uso de drogas; o contexto da estória foi considerado irrelevante. Com a aprovação do editor, Lee publicou os quadrinhos sem autorização do ACQ. Os quadrinhos venderam bem e a Marvel ganhou elogios por seus esforços sociais. A ACQ conseqüentemente deu flexibilidade ao Código ao permitir apresentação das drogas de forma negativa, entre outras concessões.

Lee também usou os quadrinhos
como fonte de comentário social sobre o mundo real, normalmente lidando com racismo e intolerância. A “Stan Soapbox”, além de promover um futuro projeto de quadrinhos, também abordava assuntos de discriminação, intolerância ou preconceito. Além disso, Lee usava vocabulário sofisticado para o diálogo das estórias para encorajar os leitores a aprender novas palavras. Lee se justificava dizendo: “Se um garoto precisa ir ao dicionário, não é a pior coisa que pode acontecer a ele (ao ler as estórias)”.

Nos últimos anos, Lee se tornou figura pública e o rosto da Marvel Comics. Ele aparecia em convenções de história em quadrinhos em todo o país, discursando em faculdades e participando de painéis de discussão. Ele se mudou para a Califórnia em 1981 para ajudar no desenvolvimento da parte de TV e Filmes da Marvel. Ele foi produtor executivo, e fez várias aparições rápidas em adaptações da Marvel e outros filmes.

Lee se tornou amigo de um antigo advogado, Peter Paulo, que supervisava a negociação das negociações de um contrato não-exclusivo com a Marvel Comics pela primeira vez desde que começou a trabalhar para a Marvel. Isso permitiu a Paul e Lee iniciarem a criação de um super herói para a internet, incluindo o estúdio de produção e marketing, a Stan Lee Media, em 1998. A empresa cresceu para 165 pessoas e se tornou pública, mas no final de 2000, investigadores descobriram manipulações ilegais de ações feitas por Paul e o executivo Stephan Gordon. A Stan Lee Media declarou falência em Fevereiro de 2001, e Paul voou para São Paulo, no Brasil. Ele foi extraditado de volta aos Estados Unidos, e se declarou culpado pela violação da lei SEC Rule 10b-5, relacionada às ações da Stan Lee Media. Lee nunca foi implicado no esquema.

Lee criou a série de animações Stripperella de super heróis para a Spike TV. Em 2004, ele anunciou planos para colaborar com Hugh Hefner em um super herói que teria ao seu lado as coelhinhas da Playboy. Ele também anunciou um programa de super heróis que teria Ringo Starr, dos Beatles, como personagem principal. Adicionalmente, em Agosto deste ano, Lee anunciou o lançamento do Stan Lee’s Sunday Comics, disponível no Komikwerks.com, onde assinantes mensais podem ler um novo quadrinho e a “Stan Soapbox” todo Domingo. A coluna não tem sido atualizada desde 15 de Fevereiro de 2005.

Em 2005, Lee, Gill Champion e Arthur Lieberman formaram POW!
(Purveyors of Wonder = Criadores de Maravilhas) Entertainment para criar e desenvolver filmes, peças para televisão e vídeo games. O primeiro filme produzido pela POW! Foi o filme para televisão Lightspeed (Velocidade da Luz) (também conhecido como Stan Lee’s Lightspeed), que foi ao ar no Sci Fi Channel no dia 26 de Julho de 2006. O presidente e CEO da POW!, Champion, disse em 2005 que Lee estava criando um super herói, Foreverman, para um filme da Paramount Pictures, juntamente com o produtor Robert Evans e a Idiom Films, com Peter Briggs contratado para colaborar com Lee no roteiro.

Em 2005, Lee processou a Marvel por não ter pago sua parte dos lucros nos filmes da Marvel, ganhando mais de 10 milhões de dólares. A Marvel, em 2006, comemorou o aniversário de 65 anos de Lee com a publicação de uma série de quadrinhos estrelando o próprio Lee, se encontrando com várias de suas criações, incluindo o Spider-Man, Dr. Strange, A Coisa, o Surfista Prateado e Dr. Doom. Esses quadrinhos, também traziam pequenas estórias de criadores de quadrinhos como Joss Wheadon e Fred Hembeck, bem como reimpressões de aventuras clássicas escritas por Lee.

Em 2007, a POW! Entertainment iniciou uma série de animações em DVDs com a assinatura de Stan Lee. Cada filme traz um novo super herói, criados por Stan Lee para as séries. Os primeiros dois foram: Mosaico e O Condor.
Em Junho de 2007, os Estúdios Walt Disney entraram em um contrato de vários anos e primeiros a lancer as criações de Stan Lee e POW! Entertainment. “É como a realização de um sonho. Desde quando era pequeno, a Disney representava os melhores e mais excitantes filmes para mim… Espero com um entusiasmo indescritível me tornar parte deste mundo e contribuir com o que puder para manter a lenda viva e crescendo”, disse Lee.

De: Comic Book Database http://www.comicbookdb.com/creator.php?ID=98

Um comentário:

adrianeide disse...

muiiito interessante!!!!